Adriana Araújo, hoje uma das vozes mais admiradas da internet por sua atuação no Jornal da Band, quebrou o silêncio sobre sua saída da Record TV. Em uma revelação contundente, a jornalista afirmou que o estopim de sua demissão foi a restrição editorial imposta pela emissora durante o agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil.
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O contraste absurdo: Manaus versus reeducação de macacos
Em entrevista ao programa Desculpa Alguma Coisa, de Tati Bernardi no Canal UOL, Adriana relembrou episódios simbólicos do período. Segundo ela, enquanto Manaus enfrentava o colapso trágico pela falta de oxigênio, a linha editorial a obrigava a noticiar a “reeducação alimentar de macacos”.
Embora esse caso específico tenha gerado um confronto direto com a direção, a jornalista ressaltou que sua saída foi o acúmulo de diversos embates éticos. “Eu tinha obrigatoriamente que cumprir a linha editorial e seguir as ordens, mas questionei internamente situações muito graves. Eu sabia que isso traria dificuldades para mim, como de fato trouxe”, desabafou. Na época, a Record TV limitou-se a dizer que o fim do contrato ocorreu em comum acordo entre as partes.
A volta por cima e o sucesso no Jornal da Band
Longe das amarras anteriores, Adriana Araújo encontrou na Band o espaço ideal para exercer um jornalismo opinativo e firme. Seus comentários no Jornal da Band frequentemente viralizam pela coragem ao abordar temas espinhosos.
Recentemente, a âncora conquistou o apoio dos internautas ao questionar a atuação do Ministério Público, que processou uma emissora devido à pronúncia da palavra “recorde”. Sem fugir de polêmicas, Adriana consolidou-se como um fenômeno de audiência e credibilidade nas redes sociais, provando que a liberdade editorial é, afinal, o seu maior trunfo.