Após oito meses no ar em sua 11ª exibição, a saga de Isaura (Bianca Rinaldi) mostra que ainda tem fôlego de sobra. O penúltimo capítulo, exibido nesta quinta-feira (23), registrou 5,9 pontos de média na Grande São Paulo, com um share de 15,5%. O desempenho não apenas garantiu a vice-liderança isolada, como superou a audiência das novelas turcas exibidas à noite e até o desempenho do Balanço Geral, que entregou o horário com índices menores.
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Recordes e Curiosidades do Penúltimo Capítulo
A trama escrita por Tiago Santiago atingiu marcas que a Record não via na faixa das 15h30 há quase um ano:
- Pico de Audiência: A novela chegou a 6,4 pontos, o melhor desempenho de toda essa reprise.
- Crescimento Real: O público foi 26% superior à média das últimas quatro quintas-feiras.
- Melhor Quinta em 11 Meses: Desde o final de A Terra Prometida (em maio de 2024), o horário não registrava números tão expressivos neste dia da semana.
- Soberana fora da Globo: Isaura se despede como o produto de teledramaturgia mais assistido fora da TV Globo, desbancando as produções infantis do SBT.
O Contraste: Histórico da Faixa e Médias Gerais
Apesar do sucesso estrondoso na reta final, a média geral da obra reflete a atual crise de audiência da TV aberta. Com 4,5 pontos de média acumulada, A Escrava Isaura supera sua antecessora (O Rico e Lázaro, 4,3), mas registra o desempenho mais baixo da faixa nos últimos quatro anos, ficando atrás de sucessos recentes como Os Dez Mandamentos (5,6) e A Terra Prometida (5,8).
| Programa | Emissora | Pontos (Média) |
| Guerreiros do Sol | Globo | 16,4 (Recorde) |
| A Escrava Isaura | Record | 5,9 |
| A Praça é Nossa | SBT | 4,3 (Melhor do ano) |
| Jornal da Band | Band | 3,3 |
O que vem por aí?
Com o fim de Isaura, a Record enfrenta o desafio de manter esses 15% de aparelhos ligados em uma faixa horária que se tornou vital para o faturamento e para a entrega de audiência para o Cidade Alerta.
Análise de Bastidores:
É impressionante notar como o “feijão com arroz” da teledramaturgia brasileira (vilão cruel, mocinha sofredora e ritmo ágil) ainda vence as tramas estrangeiras. Isaura é um exemplo de estética funcional: o público sabe o que esperar e a emissora entrega exatamente isso, sem as invencionagens que têm afastado o espectador das produções inéditas.