TV Fronteira promove demissões em massa e reduz quadro de funcionários

Ex-afiliada da TV Globo em Presidente Prudente iniciou cortes nesta terça-feira (21). Sindicatos afirmam que empresa pretende demitir 30 profissionais e acionaram a Justiça do Trabalho.
Ouvir matéria
0:00 / 0:00

Um novo corte de funcionários atingiu a TV Fronteira, afiliada da Jovem Pan em Presidente Prudente, na manhã desta terça-feira (21). Segundo os sindicatos dos Jornalistas (SJSP) e dos Radialistas, a empresa iniciou uma rodada de demissões sem negociação prévia com as entidades e pretende reduzir seu quadro para cerca de 50 funcionários, com o desligamento de 30 trabalhadores.

Até o fechamento desta matéria, mais de dez profissionais já haviam sido demitidos. Além da TV Fronteira, os cortes também atingem funcionários da Rádio Jovem Pan News e de portais de notícias pertencentes ao Grupo Paulo Lima.

Relembre o caso da TV Fronteira no Toda Mídia

TV Fronteira anuncia parceria com Jovem Pan após saída da Globo

Após mudança na TV Fronteira, Jovem Pan News assume frequência da CBN em Presidente Prudente

Situação da emissora se deteriorou após ela deixar de ser afiliada da TV Globo (Foto: Reprodução)

Sindicatos acusam descumprimento de liminar

Diante da situação, os sindicatos protocolaram uma petição conjunta na 1ª Vara da Justiça do Trabalho de Presidente Prudente. As entidades pedem uma audiência de conciliação, com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), para tentar reduzir os impactos das demissões.

Além disso, os representantes dos trabalhadores afirmam que o Grupo Paulo Lima estaria descumprindo uma liminar que proíbe a realização de demissões coletivas sem negociação prévia com os sindicatos.

Segundo as entidades, a decisão judicial prevê multa de R$ 100 mil por descumprimento da obrigação, além de R$ 5 mil por trabalhador envolvido na demissão coletiva.

Entidades relatam sobrecarga e deterioração das condições de trabalho

Os sindicatos afirmam que já haviam denunciado ao Ministério Público do Trabalho problemas enfrentados pelos profissionais do grupo. Entre eles estão atrasos de pagamento, sobrecarga de trabalho, falta de reposição de funcionários, deficiência na manutenção de equipamentos e veículos, além de riscos à segurança e casos de adoecimento.

De acordo com as entidades, esse cenário levou diversos profissionais a pedirem demissão nos últimos meses, mesmo diante das dificuldades do mercado de trabalho. Desde dezembro de 2024, cerca de 40 postos de trabalho já teriam sido desocupados.

Leia também

Encontre reportagens e colunas