Mais maduro e pé no chão, “Homem-Aranha: Um Novo Dia” lembra por que Peter Parker é imbatível

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Um filme autocontido, sem malabarismos multiversais e focado em explorar com maestria a essência de seu protagonista. O Toda Mídia acompanhou a pré-estreia do novo longa do herói mais popular da Marvel e traz uma análise (SEM SPOILERS) sobre a produção que promete retomar o prestígio da franquia nos cinemas.

Para compreender o impacto da obra, é preciso situar o momento do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) e do próprio gênero de super-heróis. Desde o período pós-pandemia, o desempenho de bilheteria e a recepção do público vinham despencando a cada lançamento. Títulos como Thor: Amor e Trovão, As Marvels e Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania decepcionaram em roteiro e deram um show de desrespeito à trajetória de seus próprios personagens. Diante do desgaste, o estúdio desacelerou os lançamentos para colocar a casa em ordem.

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Novo filme do Homem-Aranha acerta ao devolver protagonismo ao personagem (Foto: Reprodução)

Nesse cenário de reestruturação, Homem-Aranha: Um Novo Dia acerta em cheio ao redirecionar os holofotes para o drama humano. Deixando de lado as loucuras cósmicas e dimensões paralelas, a trama foca no que Peter Parker tem de melhor. O espectador reencontra um jovem que perdeu sua família, seu mentor, seu melhor amigo e sua namorada — e que agora precisa equilibrar o luto com a rotina de salvar a vizinhança ao final do dia.

O diretor Destin Daniel Cretton é preciso ao enfatizar o peso do sacrifício de Peter logo no primeiro ato. Contudo, isso não transforma o longa em uma obra sombria, triste ou carrancuda. Pelo contrário: o roteiro traduz o amadurecimento do herói, reduzindo o festival de piadas rasas que marcava suas primeiras aparições — uma leveza cômica que, embora se justificasse pela juventude do personagem na época, agora daria lugar ao descompasso.

Marvel abandona os excessos e volta ao essencial

Confrontado por novos desafios, Peter finalmente compreende na pele o verdadeiro significado do lema “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Além disso, mesmo sem se apoiar no multiverso, o longa consegue introduzir com eficácia os caminhos do futuro da Marvel. A decisão de apresentar novos elementos em um filme do Cabeça de Teia prova que o estúdio voltou a reconhecer a força de seu maior pilar.

No final o espectador se dá conta que não apenas assistiu a um bom filme de herói, mas também compreendeu para onde o universo da Marvel rumará daqui em diante. E isso é excelente. Homem-Aranha: Um Novo Dia não depende de participações especiais gratuitas ou de uma cena pós-créditos para se sustentar. A verdadeira estrela do show volta a ser exatamente quem deveria ter sido desde o início: Peter Parker, o amigão da vizinhança.

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