Os bastidores e o veto da censura à novela “O Homem Que Deve Morrer” (1971)

O embate começava após Ciro realizar um transplante de coração para salvar a vida de Otto
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Em 1971, a TV Globo levou ao ar no horário nobre a novela O Homem Que Deve Morrer, escrita por Janete Clair. A trama centralizava o conflito entre o médico Ciro Valdez e o empresário Otto (Jardel Filho).

O embate começava após Ciro realizar um transplante de coração para salvar a vida de Otto. O empresário, caracterizado na sinopse como um supremacista, passava a perseguir o médico e a jurá-lo de morte após descobrir que o órgão transplantado pertencia a um homem negro.

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A intervenção da Censura Federal

Tarcísio Meire e Glória Menezes em O Homem Que Deve Morrer (Memória Globo)
Tarcísio Meire e Glória Menezes em O Homem Que Deve Morrer (Memória Globo)

A produção enfrentou restrições severas da Censura Federal durante o regime militar. O argumento original e os dez primeiros capítulos da novela foram vetados pelas autoridades antes da estreia.

O motivo do veto foi o plano inicial de Janete Clair de traçar paralelos entre as ações do protagonista Ciro e a figura de Jesus Cristo. Como solução para liberar a exibição da história, a autora reescreveu o roteiro, transformando os milagres do personagem em poderes paranormais e habilidades ligadas a extraterrestres.

Triângulo amoroso e elenco

Para além do conflito racial e da temática paranormal, a narrativa desenvolvia um triângulo amoroso com a personagem Esther, interpretada por Glória Menezes. A disputa afetiva de Esther entre o médico Ciro e o empresário Otto servia como o principal agravante para a rivalidade dos protagonistas.

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