Fim de um império? Sem Galvão, Globo amarga pior Ibope da história com a Seleção; SBT celebra recorde na Copa

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O sábado, 13 de junho de 2026, entrou para a história da televisão brasileira, mas não pelos motivos que a alta cúpula do Projac desejava. Pela primeira vez desde 1982, a Globo cobriu um jogo de Copa do Mundo sem o seu narrador número um, que migrou para o SBT. A ausência da voz mais identificada com o torneio cobrou um preço caríssimo.

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Os dados prévios de audiência da Grande São Paulo, obtidos junto a fontes do mercado, revelam que a transmissão de Brasil x Marrocos, comandada por Everaldo Marques entre 19h04 e 21h05, registrou 30,7 pontos de média. O índice representa a pior média da história da Globo com a Seleção Brasileira em Copas do Mundo.

Até então, o recorde negativo absoluto pertencia ao melancólico pós-7×1 na Copa de 2014, quando a disputa pelo terceiro lugar contra a Holanda anotou 31,5 pontos. O empate com os marroquinos conseguiu ficar abaixo até mesmo daquele ponto de transição histórica.

Galvão Bueno atrai anunciantes ao SBT (Divulgação)
Galvão Bueno atrai anunciantes ao SBT (Divulgação)

O fator Galvão: SBT quebra barreiras e mira os 12 pontos

Enquanto a concorrência amargava a queda livre, o SBT colhia os frutos do investimento de R$ 126 milhões no sublicenciamento do torneio. Mesmo enfrentando problemas técnicos na aferição dos números em tempo real (Real Time), a emissora de Silvio Santos anotou 8,1 pontos de média e pico de 10,6 pontos na Grande São Paulo.

A expectativa nos bastidores da Anhanguera para a consolidação dos dados — que ocorre nesta segunda-feira (15) — é altamente otimista. Cruzando os dados com o bolo de plataformas não identificadas na faixa (que somou 6,7 pontos), os executivos estimam que o SBT deve consolidar na casa dos 12 pontos de média.

Se confirmado, o canal supera com folga o desempenho histórico da Band na estreia do Brasil em 2014 (9,2 pontos), consolidando-se como o “segundo canal oficial da Copa” na mente do telespectador.

O fantasma do Streaming e o deserto da concorrência

Outro dado que acende o sinal de alerta nas redes tradicionais é a força do ambiente digital. O somatório das plataformas de streaming, impulsionado pela transmissão simultânea da CazéTV, conquistou a vice-liderança isolada na Grande São Paulo com 11,4 pontos de média, colando na TV aberta e mostrando que o jovem mudou de tela definitivamente neste Mundial.

Para as demais redes que decidiram não investir na cobertura esportiva, a noite de sábado foi um verdadeiro deserto. A Record ficou em terceiro lugar isolado na TV aberta com modestos 1,9 ponto. O restante das emissoras operou em nível residual na Grande São Paulo:

  • Band: 0,5 ponto
  • TV Cultura: 0,1 ponto

No Painel Nacional de Televisão (PNT), que consolida os dados das 15 maiores regiões metropolitanas do país, o desenho se repetiu fielmente: liderança da Globo com 31,9 pontos, seguida pelo streaming com 11,5 e o SBT consolidando sua força nacional na vice-liderança da TV aberta com 6,7 pontos.

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