Profissionais da comunicação vinculados à Fundac aprovaram a deflagração de uma greve na TV Justiça e na Rádio Justiça. Em assembleia realizada nesta quarta-feira (10), jornalistas, radialistas e demais trabalhadores decidiram paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira, 15 de junho de 2026. As entidades sindicais formalizarão o movimento após a emissão de um comunicado oficial.
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Mais de 80 empregados participaram da votação e tomaram a decisão por unanimidade. Esse número representa mais da metade de todo o corpo técnico da instituição. A deliberação reflete a crescente insatisfação da categoria com meses de salários atrasados e com a falta de depósitos do FGTS por quase um ano. Além disso, a empresa suspendeu o pagamento do tíquete-alimentação e reteve valores de pensão alimentícia já descontados em folha.
Transição de gestão preocupa trabalhadores
Os comunicadores expressam forte receio com o futuro dos seus direitos trabalhistas. Uma recente licitação definiu uma nova empresa para assumir a operação dos veículos de comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF). Por isso, a categoria alerta para o risco iminente de calote nas verbas rescisórias e multas legais se a atual gestão não apresentar uma solução imediata.
Impactos na cobertura do STF
A greve na TV Justiça e na Rádio Justiça trará impactos significativos para a comunicação pública. Como os veículos prestam um serviço essencial de informação, a paralisação deve reduzir ou interromper a transmissão ao vivo de julgamentos, sessões plenárias e programas diários.
Essa falta de resolução prejudica diretamente a sociedade, pois restringe o acesso a notícias transparentes e de interesse público. Além disso, a continuidade das operações corre riscos, o que pode afetar a imagem institucional da comunicação vinculada ao STF.
Os profissionais reforçam que continuam abertos ao diálogo com a Fundac. Contudo, eles ressaltam que a paralisação é o único caminho para assegurar a estabilidade financeira e jurídica de todos diante da mudança de gestão.