A série Delegacia de Mulheres pode não causar estranheza em 2026, mas representou um marco disruptivo na televisão de 1990. Disponível atualmente no Globoplay, a produção da TV Globo mergulha no cotidiano de uma unidade policial feminina. Sempre equilibrando o drama policial com críticas sociais e toques de humor.
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O impacto da série Delegacia de Mulheres na dramaturgia
Além disso, a trama apresentava o dia a dia de uma delegacia comandada exclusivamente por mulheres. A atriz Eloísa Mafalda entregou uma atuação marcante como Salete, a delegada responsável por gerenciar a equipe e proteger suas subordinadas de pressões externas e ataques machistas da época.
Além de Mafalda, o elenco da série Delegacia de Mulheres reunia nomes de peso como Lúcia Veríssimo, Cininha de Paula, Mayara Magri, Zilda Cardoso, Suzana Vieira e Cissa Guimarães. A redação final ficou a cargo de Maria Carmen Barbosa, com episódios assinados por Patrícya Travassos e Miguel Falabella.
Tramas e a evolução chegada no Globoplay
As histórias da série Delegacia de Mulheres abordavam temas variados: desde violência doméstica e falsos religiosos até golpes de herança e dilemas familiares das próprias policiais. A narrativa fugia do didatismo, prendendo o público com tramas dinâmicas que se resolviam a cada episódio.

A TV Globo reduziu o investimento em séries exclusivas para a TV aberta desde meados de 2010, tornando-se, muitas vezes, uma retransmissora do streaming. A retomada de produções desse gênero poderia revitalizar a grade da emissora. Resgatar o espírito da série Delegacia de Mulheres ajudaria a fortalecer a dramaturgia nacional e a reconectar o público com histórias brasileiras autênticas.
Outra opção, caso a emissora não queirma produzir novas histórias, seria abrir um slot nas madrugadas para reprisar esses clássicos ao invés de reprisar todos os capítulos das suas novelas inéditas.