Memória da TV: 15 anos sem Ítalo Rossi, pioneiro da dramaturgia na TV Globo

Consagrado nos palcos antes da transição para a televisão, Rossi integrou o elenco pioneiro da emissora carioca
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Agosto marca os 15 anos da morte do ator e diretor Ítalo Rossi (1931–2011), um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras e figura central na consolidação da teledramaturgia da TV Globo. Consagrado nos palcos antes da transição para a televisão, Rossi integrou o elenco pioneiro da emissora carioca logo em seu ano de fundação, em 1965.

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Sua estreia ocorreu no teleteatro 4 no Teatro, projeto que dividiu com parceiros históricos como Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Sérgio Britto.

É mara! Ítalo Rossi em Toma Lá Dá Cá (Memória Globo)
É mara! Ítalo Rossi em Toma Lá Dá Cá (Memória Globo)

Papéis marcantes na era clássica e na comédia

No primeiro ano de operações da Globo, Ítalo atuou em Ilusões Perdidas, a primeira telenovela produzida pelo canal, e protagonizou Padre Tião. Com formação fundamentada no teatro clássico — trajetória que lhe rendeu quatro estatuetas do Prêmio Molière —, o ator transitou com facilidade entre papéis dramáticos e cômicos nas décadas seguintes.

Entre seus tipos mais lembrados na televisão estão:

  • Leonard (Senhora do Destino, 2004): O mordomo refinado da trama de Aguinaldo Silva.
  • Dr. Medeiros (Belíssima, 2005): O advogado e confidente da vilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro).
  • Seu Ladir (Toma Lá, Dá Cá, 2008): Seu último trabalho na televisão, que popularizou o jargão “É mara!” e se tornou um fenômeno da comédia nacional.

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