O Sheik de Agadir: Telenovela marco da fase “capa e espada” da TV Globo completa 60 anos

A trama combinava elementos geopolíticos do século XX com folhetim clássico
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Lançada pela TV Globo em seu segundo ano de operações, a telenovela O Sheik de Agadir completa 60 anos de sua exibição original. A obra, escrita pela autora cubana Gloria Magadan — primeira diretora do departamento de teledramaturgia da emissora —, consolidou a linguagem melodramática e romântica do período conhecido como “capa e espada”, caracterizado por enredos fantasiosos ambientados em locais distantes da realidade social brasileira.

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A trama combinava elementos geopolíticos do século XX com folhetim clássico, unindo a ocupação nazista em territórios sob domínio francês ao romance entre um líder árabe e uma cidadã francesa em meio ao deserto do Saara.

Estreia de Marieta Severo e a revelação do “Rato”

A produção foi responsável pela estreia da atriz Marieta Severo na televisão comercial. Aos 19 anos, a artista interpretou a princesa Éden de Bássora, personagem que protagonizou a principal reviravolta no desfecho da narrativa.

Na reta final do folhetim, revelou-se que a princesa era a misteriosa serial killer da história, operando sob o codinome de “Rato”. O padrão do personagem envolvia o enforcamento de suas vítimas seguido do abandono de uma luva como assinatura no local do crime. A resolução marcou um dos primeiros recursos de mistério criminal (whodunit) de forte repercussão do formato no Brasil.

AtributoDetalhes da Produção
ObraO Sheik de Agadir
AutoriaGloria Magadan
EmissoraTV Globo
Estreia de DestaqueMarieta Severo (Princesa Éden de Bássora)
Estilo NarrativoMelodrama “capa e espada” / Folhetim fantástico
Elemento Central de MisterioO assassino “Rato”

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