A The Walt Disney Company prepara uma nova e ostensiva rodada de demissões que deve atingir milhares de colaboradores em diversas divisões do conglomerado, incluindo estúdios de cinema e redes de televisão. Segundo reportado pela Bloomberg, executivos e gestores da companhia receberam metas severas de contenção de despesas, com exigência de redução nos custos anuais que chega a 20% em determinados setores.
A medida aprofunda o processo de reestruturação iniciado após a chegada de Josh D’Amaro ao posto de CEO em março de 2026, sucedendo Bob Iger. Desde a mudança no comando executivo, a empresa vem enxugando seu quadro global em etapas sucessivas.

Histórico de dispensas e aposentadoria incentivada
As novas demissões somam-se a uma sequência de ajustes operacionais realizados ao longo do ano:
- Abril: Eliminação de cerca de mil postos de trabalho.
- Julho: Cortes adicionais focados em divisões estratégicas, afetando diretamente marcas como Pixar e National Geographic.
- Agosto: Lançamento de um programa de aposentadoria voluntária antecipada para executivos sêniores, cuja adesão superou as projeções internas.
- Setembro/Outubro: Desligamentos pontuais nas áreas de tecnologia, Recursos Humanos e na divisão de Experiências, afetando profissionais do campus da Disney Imagineering em Glendale.
Em comunicado enviado aos funcionários, a diretora de Recursos Humanos, Sonia Coleman, já alertava que a reformulação administrativa incluiria “reduções involuntárias de pessoal que continuariam no ano seguinte”.
A ameaça da tecnologia e a justificativa da cúpula
Durante a conferência Screentime, promovida pela Bloomberg, a presidente e diretora criativa da empresa, Dana Walden, justificou o enxugamento estrutural como uma resposta direta à concorrência das gigantes de tecnologia no setor de entretenimento.
“Acho que, assim como todos os nossos concorrentes em situações semelhantes, e certamente todos os nossos concorrentes na indústria de tecnologia, existe a necessidade de avaliar constantemente nossa estrutura. A tecnologia está de olho no nosso negócio, e precisamos sobreviver, prosperar e crescer”, declarou Walden.
O CEO Josh D’Amaro também defendeu a política de austeridade na última apresentação de resultados a acionistas, pontuando que o objetivo é fazer com que as equipes trabalhem “de forma mais inteligente e econômica” tanto nos parques temáticos quanto nas plataformas digitais.