O primeiro ano do Jornal Nacional sem a presença de William Bonner na bancada terminou com um cenário de fortes contrastes. Sob a apresentação de César Tralli e Renata Vasconcellos, o principal telejornal do país preservou com precisão seus índices de audiência na televisão aberta entre novembro de 2025 e outubro de 2026. No entanto, o engajamento no ambiente digital tomou o caminho oposto, impulsionado por reações negativas durante a cobertura eleitoral.
Pressão por custos: Disney planeja demitir milhares de funcionários e exige cortes de até 20%
Segundo dados do Ibope divulgados pela coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, o noticiário cravou média de 22 pontos na Grande São Paulo no período de 3 de novembro de 2025 a 31 de outubro de 2026 — igualando exatamente o desempenho registrado nos últimos 12 meses de Bonner no comando do jornalístico.

Estabilidade no Ibope versus tempestade nas redes sociais
Se na medição tradicional de audiência a transição de ancoragem ocorreu sem sobressaltos, um levantamento da empresa de monitoramento Tunad revelou uma virada drástica no sentimento do público nas plataformas digitais (Instagram e X).
De um total de mais de 7 milhões de menções ao Jornal Nacional no período analisado:
- 5,2 milhões de publicações (cerca de 74%) continham críticas ou restrições diretas à linha editorial e às reportagens da emissora.
- Pico em Outubro: O desgaste atingiu o topo durante a reta final do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, quando 91% das manifestações registraram tom negativo.
A virada no sentimento digital
O estudo da Tunad evidencia uma inversão total em comparação com o ciclo anterior. Entre outubro de 2024 e novembro de 2025, o Jornal Nacional havia somado 6 milhões de menções, sendo 4,9 milhões de interações positivas.
Nas eleições de 2022, o índice de rejeição digital ao jornalismo da casa havia ficado em 58%. A escalada para 91% no pleito mais recente reflete o acirramento da polarização e o aumento do escrutínio dos espectadores sobre a postura dos âncoras e a divisão de tempo entre os candidatos.