A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) divulgaram uma nota após o cancelamento do debate presidencial da Globo.
As três entidades manifestaram apoio à emissora. Além disso, criticaram as decisões judiciais que alteraram as regras do encontro. Segundo as associações, a intervenção judicial desrespeitou condições que a Globo havia definido previamente com os partidos.
O debate aconteceria na noite de quinta-feira, 1º de outubro. No entanto, a emissora cancelou o encontro após uma série de decisões judiciais.

Entidades citam liberdade de imprensa
Na nota, Abert, ANJ e Aner classificaram a intervenção como uma agressão à liberdade de imprensa.
As entidades afirmaram que as decisões impuseram obrigações à emissora. Segundo elas, essas determinações não tinham previsão legal.
Além disso, as associações defenderam que a Globo tinha estabelecido as regras do debate com os partidos meses antes.
Por isso, as entidades consideraram que as decisões alteraram a condução do encontro.
Associações também citam os eleitores
As entidades também destacaram o impacto do cancelamento para o público.
Segundo a nota, as mudanças prejudicaram o acesso dos cidadãos às propostas dos candidatos que haviam sido convidados para o debate.
As associações afirmaram ainda que esses candidatos aceitaram participar do encontro.
Dessa forma, Abert, ANJ e Aner consideraram que o episódio afetou o acompanhamento do processo eleitoral pelos eleitores.
Decisões alteraram o debate
O cancelamento ocorreu após diferentes decisões judiciais.
Uma delas partiu da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão proibiu a Globo de exibir um púlpito vazio com o nome de Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula já havia informado que não participaria do debate. Segundo o texto, o candidato optou por conceder uma entrevista a um podcast. A decisão também impediu a realização de perguntas a Lula durante o encontro, caso ele não comparecesse.
Depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos, candidato do Missão. Anteriormente, o presidente do TSE, Nunes Marques, havia determinado que a Globo convidasse Romeu Zema, do Novo.