A Federação Internacional de Futebol (Fifa) avalia estender para a Copa do Mundo masculina de 2030 o mesmo modelo de divisão de direitos de transmissão adotado para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que ocorrerá no Brasil. A proposta em análise prevê a venda conjunta do pacote de jogos para a TV Globo e para a CazéTV (LiveMode), sem a concessão de exclusividade para nenhuma das duas empresas no território nacional.
De acordo com informações apuradas pela Folha de S.Paulo, a entidade máxima do futebol considera que o arranjo atende aos objetivos comerciais do próximo ciclo. Na divisão desenhada para o torneio feminino de 2027, a Globo detém os direitos para TV aberta, TV por assinatura (SporTV) e suas plataformas digitais (Globoplay), enquanto a CazéTV assume a distribuição no YouTube e sublicenciamentos para plataformas de streaming parceiras, como Amazon Prime Video e Disney+.
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A estratégia da Fifa: Alcance de massa e renovação de público
Os relatórios internos da federação internacional apontam duas justificativas técnicas para a manutenção da parceria dupla no mercado brasileiro:
- Alcance estrutural: A Fifa considera a estrutura da TV Globo indispensável devido à sua capacidade histórica de entrega de audiência massiva e capilaridade logística no país.
- Renovação demográfica: As avaliações internas indicam que a atuação digital da CazéTV e da LiveMode obteve sucesso na renovação do perfil etário dos espectadores do torneio, atraindo o público jovem que não consome a televisão linear.
A Fifa já havia sinalizado aos veículos de comunicação que os dados de desempenho e o alcance obtidos na Copa do Mundo de 2026 seriam os principais critérios balizadores para a renovação dos contratos do ciclo seguinte.
Globo mobiliza estrutura e prioriza ciclo de 2030
Como resposta direta aos critérios de avaliação impostos pela Fifa, a TV Globo realizou um investimento logístico ao enviar uma delegação de 130 profissionais para a cobertura do Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México — o maior contingente entre as emissoras brasileiras. A estrutura presencial foi redimensionada somente após a desclassificação da Seleção Brasileira no torneio.
Institucionalmente, a direção da emissora carioca confirmou que a garantia dos direitos de transmissão de todas as partidas da Copa de 2030 é uma das metas prioritárias do grupo, mesmo sem a garantia de exclusividade na TV aberta.
O diretor de Esportes da Globo, Renato Ribeiro, declarou que o grupo está focado nas negociações do novo ciclo e do Mundial feminino, reforçando o argumento de que a emissora permanece como a única opção capaz de entregar transmissões de massa no mercado brasileiro.
