O retorno do SBT à cobertura de uma Copa do Mundo após 28 anos de jejum transformou-se no movimento estratégico mais rentável da emissora desde a retomada do seu departamento de esportes em 2020. Em parceria com a N Sports, o canal desembolsou cerca de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 126,5 milhões) em um acordo de sublicenciamento com a Livemode (Cazé TV) para garantir a transmissão de 32 partidas.
Alerta no SBT: Cirurgia de Galvão Bueno na coluna vira incógnita para a cobertura da Copa do Mundo
O investimento, que parecia ousado para os padrões atuais da TV aberta, provou-se um tiro certeiro. Mesmo com o narrador principal temporariamente no estaleiro se recuperando de uma cirurgia, o “efeito institucional” do nome de Galvão Bueno blindou o projeto.
Antes mesmo de a bola rolar nos Estados Unidos, México e Canadá, o SBT fechou contratos com 11 grandes marcas patrocinadoras:
- Airbnb
- Bem-Brasil
- Carrefour
- Esportes da Sorte
- Friboi
- Haleon
- Hyundai
- McDonald’s
- PagBank
- Seara
- Shopee
A quebra de braço com o mercado publicitário

A grande vitória celebrada nos bastidores da Anhanguera não é apenas o número de cotas vendidas, mas o perfil dos anunciantes. Historicamente, marcas de alta renda, tecnologia e o ecossistema de aplicativos globais mantinham seus orçamentos de publicidade esportiva concentrados quase que exclusivamente na TV Globo.
Ver marcas como Airbnb, Hyundai, Carrefour e McDonald’s carimbarem o passaporte na programação do SBT sinaliza uma mudança de percepção das agências de publicidade. A presença de Galvão Bueno na liderança editorial e de Tiago Leifert no comando de 22 partidas deu ao canal de Silvio Santos o “verniz de grife” que faltava para atrair o grande capital.
A meta dos dois dígitos: O plano de audiência do SBT
Com o faturamento garantido e a operação de mais de 300 profissionais desenhada — incluindo 60 enviados especiais aos países-sede —, o foco agora se volta para os ponteiros do Ibope.
Segundo revelado pela coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, a direção liderada por Tiago Galassi trabalha com uma meta realista e ousada: alcançar a casa dos 10 pontos de média na Grande São Paulo, especialmente nos 10 confrontos que marcam a despedida oficial de Galvão Bueno das transmissões de Mundiais.
“A Copa do Mundo é a nossa cereja do bolo. Eu digo sempre que o futebol no SBT é uma realidade consolidada. Foi algo construído. Não vamos dar passos para trás”, cravou Galassi, diretor de esportes da casa.
