A estratégia da Globo de colonizar as telas das redes sociais ganhou um reforço de peso. A atriz Susana Vieira aceitou o convite para integrar o elenco de Onde Está Ana Castela, o novo microdrama vertical da emissora protagonizado pela “Boiadeira”. Misturando romance, suspense e ação, a trama trará a veterana no papel de uma dona de pensão que promete ser o ponto central de muitas reviravoltas.
O movimento da vênus platinada é cirúrgico: colocar uma das atrizes mais icônicas da televisão ao lado do maior fenômeno da música sertaneja atual para atrair tanto o público tradicional quanto a Geração Z para o formato de consumo móvel.

O “Multiverso” da Globo: A conexão com a novela das sete
Diferente de uma produção isolada, Onde Está Ana Castela foi desenhada para funcionar como um espelhamento em tempo real da TV aberta. O projeto terá ligação direta com Coração Acelerado, a atual novela das sete da emissora.
Na trama principal da TV, Ana Castela aparece interpretando ela mesma, como amiga e parceira musical de João Raul (personagem de Filipe Bragança). Já no microdrama do celular, a história ganha contornos próprios e foca no desaparecimento da cantora, cujo par romântico será vivido por André Luiz Frambach (que interpreta o Gael no folhetim das sete).
A informação, antecipada pelo jornal O Globo, mostra que a emissora aprendeu a usar o elenco jovem para criar narrativas transmídia complementares.
O fantástica rastro de “Loquinha”: 53 milhões de views em 24h
Essa pressa em aprovar o enredo da história de Ana Castela tem uma explicação puramente matemática. O primeiro teste da Globo nesse formato foi Loquinha, um spin-off da novela das nove anterior, Três Graças.
Focado na relação entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky), o projeto experimental chocou a alta cúpula da emissora pelo alcance avassalador nas plataformas digitais:
- Capítulos produzidos: 25 episódios curtos.
- Desempenho recorde: Mais de 53 milhões de visualizações apenas no Instagram em menos de 24 horas após a estreia.
Diante do faturamento digital e do engajamento orgânico que o formato vertical trouxe, a Globo entendeu que o “microdrama” não é apenas um passatempo de internet, mas sim um modelo de negócios altamente rentável e essencial para reter a atenção que a TV linear vem perdendo.