Centenário de Beatriz Segall: 100 anos de nascimento de um dos ícones da teledramaturgia brasileira

Filha de educadores, Segall iniciou a formação profissional voltada para o magistério
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No dia 25 de julho de 2026, comemora-se o centenário de nascimento da atriz brasileira Beatriz Segall (1926–2018). Com uma carreira estruturada nos palcos, no cinema e na televisão, a artista consolidou-se como uma das figuras centrais da história da teledramaturgia nacional, marcando a cultura de massa brasileira com interpretações de perfil elitista e dramático.

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Filha de educadores, Segall iniciou a formação profissional voltada para o magistério, migrando posteriormente para as artes cênicas ao integrar a Companhia dos Artistas Unidos. Na sequência, complementou seus estudos de teatro e literatura na França.

Além do trabalho como intérprete, Beatriz Segall atuou na gestão e preservação cultural (Memória Globo)
Além do trabalho como intérprete, Beatriz Segall atuou na gestão e preservação cultural (Memória Globo)

Atuação no teatro e estreia na televisão

Além do trabalho como intérprete, Beatriz Segall atuou na gestão e preservação cultural. Em São Paulo, ao lado do marido, coordenou o processo de reforma e a administração do Teatro São Pedro, espaço histórico da capital paulista. Passou pela TV Tupi e pelo cinema antes de ingressar na TV Globo, em 1978.

Sua trajetória na emissora carioca foi marcada por papéis em produções de grande audiência do horário nobre:

  • Dancin’ Days (1978): Estreia na emissora no papel de Celina.
  • Pai Herói (1979): Interpretação da personagem Norah.
  • Água Viva (1980): Desempenho como Lourdes Mesquita.

O impacto de Odete Roitman e o fenômeno “Vale Tudo”

Em 1988, Beatriz Segall interpretou a empresária Odete Roitman na telenovela Vale Tudo, escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. A personagem, caracterizada pelo discurso crítico ao Brasil e pela postura intransigente, tornou-se o principal marco de sua carreira.

O assassinato da personagem na reta final da trama gerou o mistério “Quem matou Odete Roitman?”, considerado um dos pontos mais altos de engajamento de audiência da história da televisão brasileira.

Trabalhos posteriores e retorno de personagens

Nas décadas seguintes, a atriz deu sequência a papeis de destaque na televisão:

  • Barriga de Aluguel (1990) e O Clone (2001): Interpretou a personagem Miss Penélope Brown, figurando no grupo restrito de papeis da teledramaturgia brasileira a transitar entre duas produções distintas da mesma emissora.
  • Lado a Lado (2012): Atuou como a elegante Madame Besançon, em trama vencedora do Emmy Internacional de melhor telenovela.

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